O vitiligo
é uma desordem pigmentar da pele e/ou mucosas, com incidência
variável entre 1-2% da população, sem predileção
por sexo ou raça (1,2). O vitiligo é uma dermatose
cercada por estigmas populares, os pacientes possuem significativa
redução na qualidade de vida. O aparecimento
inicial das manchas é normalmente precedido por grande
stress, ocorreria nestes casos um distúrbio imunológico
mediado pelos linfócitos T, seguida de destruição
dos melanócitos. O diagnóstico clínico de
vitiligo agrava ainda mais o stress, desencadeando um ciclo vicioso,
muitas vezes difícil de ser contornado.
TRATAMENTOS CONVENCIONAIS PARA O VITILIGO
Muitos tratamentos tem sido descritos
para o vitiligo; no entanto, deveriam ser individualizados para
cada pessoa e área corporal a ser tratada (2).
Diversos tratamentos já
foram tentados no vitiligo, inclusive os corticosteróides
tópicos e sistêmicos, com resultados variáveis.
Um dos tratamentos descritos para
o vitiligo é o cirúrgico. Consiste em transferir
cirurgicamente fragmentos de pele normal para áreas comprometidas,
na esperança que ocorra proliferação e migração
de melanócitos para as áreas brancas. Para que o
tratamento cirúrgico seja bem sucedido, há necessidade
que o vitiligo esteja “estável por período
prolongado”, ou seja, o distúrbio imunológico
anti-melanócito naquele momento deve estar ausente. Os
resultados dos tratamentos cirúrgicos variam de paciente
para paciente. Mesmo quando ocorre completa repigmentação,
o resultado estético final pode ser insatisfatório.
A fototerapia talvez seja o tratamento
mais utilizado para o vitiligo atualmente. A mais freqüente
forma de fototerapia é o psoralênico sistêmico
associado a ultravioleta A (PUVA). Entretanto, existem referências
sobre os efeitos tardios desta terapia, especialmente em crianças,
com aumento do risco da carcinogênese e do envelhecimento
prematuro da pele. Além disso, existe uma virtual piora
estética do vitiligo em pacientes submetidos ao PUVA, visto
que o aumento da pigmentação da pele não
comprometida aumentaria o contraste, destacando ainda mais as
manchas. Efeitos colaterais do PUVA incluem a queimaduras, náuseas,
eritema, lentigos, pruridos e cataratas (1).
A fototerapia narrow-band UVB
(NB-UVB) tem sido recentemente descrita como altamente efetiva
e bem tolerada em adultos e em crianças, com menos efeitos
colaterais em comparação com a terapia com PUVA
(6,7). Embora não existam dados suficientes, acredita-se
que a longo prazo, a terapia com a NB-UVB diminua consideravelmente
o risco de câncer de pele. Graças a boa eficácia
e excelente tolerância, a NB-UVB é agora considerada
como o melhor tratamento para o vitiligo.
Como a maioria dos pacientes portadores
de vitiligo possuem manchas comprometendo menos de 10 % da superfície
corporal, a utilização de lâmpadas de NB-UVB
nestes casos induz a exposição desnecessária
de áreas de pele íntegra ao UVB.
TRATAMENTO DO VITILIGO COM A SUPER-NARROW BAND DO X-TRAC
ULTRA
Alcançamos a excelência
no tratamento do vitiligo quando utilizamos a fototerapia pontual
da SUPER-NARROW BAND DO X-TRAC ULTRA. O excimer laser dermatológico
emite raios monocromáticos na faixa do UVB, no comprimento
de onda de 308 nm., direcionados somente às áreas
a serem tratadas, poupando a pele normal de exposição
desnecessária.
Contrariamente a maioria dos lasers
dermatológicos, o excimer laser X-TRAC ULTRA não
é uma terapia “destrutiva” ou ablativa, mas
induz efeitos fotobiológicos similares a fototerapia UVB.
Como na fototerapia UVB, acredita-se que a eficiência do
excimer laser no tratamento do vitiligo seja secundária
a efeitos imunomoduladores (apoptose de linfócitos T(3)
e indução da secreção de citoquinas)
além de estimular a migração e proliferação
de melanócitos de infundíbulos pilosos (4).
Muitos trabalhos já foram
publicados (1,2,4,5) comprovando a eficácia do excimer
laser no tratamento do vitiligo, principalmente em áreas
“UV sensíveis” tais como a face, pescoço,
braços e pernas, excluindo-se as extremidades e proeminências
ósseas, geralmente resistentes a fototerapia convencional.
Além de sua notável eficácia, o excimer laser
X-TRAC ULTRA confere uma excepcional segurança ao paciente,
não emitindo como as lâmpadas raios abaixo de 300
nm., raios nesta faixa queimam desnecessariamente a pele, são
comprovadamente carcinogênicos e não têm efeito
terapêutico algum. Como se utiliza no excimer somente raios
monocromáticos no comprimento de onda de 308 nm, consegue-se
utilizar fluências muito elevadas, recurso técnico
impossível de ser realizado quando se opera com lâmpadas.
Os primeiros estudos clínicos
do XTRAC começaram em maio de 1998, sob a direção
do Dr. Rox Anderson, professor de Dermatologia da Harvard Medical
School e diretor de pesquisas do Wellman Laboratory of Photomedicine
at Massachusetts General Hospital, em Boston. O XTRAC excimer
laser é fabricado pela Photomedex/USA, aprovado pelo FDA
em janeiro de 2000, sendo utilizado há cerca de sete anos
para o tratamento do vitiligo. É um tratamento extremamente
eficaz. Na psoríase (e tudo leva a crer que possam ser
análogos ao vitiligo) foi demonstrado que as doses cumulativas
necessárias para a completa regressão de placas
de psoríase foram SEIS VEZES MENORES com o XTRAC excimer
laser comparativamente às lâmpadas NB-UVB; cada sessão
com excimer EQUIVALE A 3,6 SESSÕES realizadas com lâmpadas
NB-UVB (8). Em operação, a intensidade luminosa
do excimer laser é muito maior – enquanto que a energia
do laser é emitida em nanosegundos, nas lâmpadas
NB-UVB a mesma energia necessita de alguns minutos para ser transferida
à pele (3).
Confira a galeria de fotos
dos tratamentos de Vitiligo realizados com o Xtrac